20 agosto, 2013

Hoje, o controle de qualidade e garantia de qualidade são essenciais nas empresas ...

Descrição De Instrução De Trabalho: Padronizando Para Eficiência


Controle de qualidade e garantia de qualidade são peças fundamentais para o sucesso operacional de qualquer serviço/produto dentro de uma organização. A maior parte delas apresenta dificuldades para elaborar Instruções de Trabalho que atenda um padrão esperado de acordo com as normas.
A Instrução de Trabalho é um documento muito importante, item que pertencente ao Sistema de Gestão da Qualidade juntamente com outros componentes como: política de qualidade, objetivos, procedimentos, registros que devem ser descritos e documentados.

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A Figura ilustra a estrutura e hierarquia da documentação do sistema de Gestão de Qualidade.
A instrução de trabalho é o nome dado a um formulário que é utilizado para documentar ou padronizar tarefas geralmente técnicas, especifica e operacionais. Faz a descrição ou ilustração de como fazer determinada tarefa dentro de um processo. Cada serviço/setor deve ter uma série de instruções de trabalho que alcance todos os procedimentos realizados na organização.
Não confunda Instrução de Trabalho com procedimentos, eles podem ter layouts e estruturas parecidas, mas cada um tem uma função diferente.
Dentro da hierarquia demonstrada na figura acima a Instrução de Trabalho vem logo após os procedimentos e a distinção entre eles se faz pelo seu uso:
Instrução de trabalho (IT): é usada em atividades produtivas, operacionais, sua principal característica é um padrão técnico.” Exemplos: Validação de novos Produtos/Seleção de candidatos/Armazenagem de estoque.
Procedimento: descreve regras, informações mais detalhadas para o gerenciamento do sistema da qualidade.”Exemplos: Controle de Documentos,Ação Preventiva,Auditoria Interna.
Estrutura /Layout recomendável:
  • Logotipo da Empresa
  •  Título da Instrução de trabalho
  •  Código da Instrução de Trabalho
  •  Nome do responsável pela elaboração e aprovação
  •  Data da emissão
  •  Número da revisão
  •  Número total de páginas da Instrução de Trabalho
  •  Conteúdo
  •  Registros quando necessário
  •  Anexos quando necessário
Sobre o conteúdo:
Ao descrever uma Instrução de Trabalho (IT) devemos sempre nos lembrar de que será um documento que descreverá a execução de uma determinada atividade, portanto deverá ser descrito no seu passo a passo para que qualquer colaborador ao executar tal atividade descrita consiga obter resultados esperados pela mesma.
Podemos utilizar de algumas ferramentas para descrever o conteúdo tais como:
  •  Fluxogramas
  •  Modelos
  •  Notas Técnicas
  •  Manuais de instrução de Equipamentos
  •  Fotografias
  •  Lista de Verificação
  •  Check List
Algumas dicas para Elaborar Instrução de Trabalho:
  •  Avalie e teste todas as amostras de formulários de Instrução de Trabalho e padronize aquele que melhor se encaixe com as necessidades da empresa.
  •  Envolva toda a equipe na descrição das rotinas, nada melhor que o operacional para descrever como é feito o operacional.
  •  Seguir de forma crítica um passo a passo, pois a mesma será documento padronizado para execução de atividades e conteúdo para treinamentos.
  •  Utilizar de recursos didáticos para descrição do passo a passo fazendo com que o conteúdo fique bem objetivo.
  •  A segurança para execução das atividades é fundamental, para tanto se faz necessário que a Instrução de Trabalho contemple os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) para execução das atividades de modo a prevenir acidentes.
  •  Uma Instrução de trabalho deve orientar o uso de recursos necessários para a realização da atividade, depois de identificados os recursos podemos orientar o uso correto de instrumentos, equipamentos etc.
  •  A distribuição das cópias destes documentos devem ser controladas.
  •  As instruções de Trabalho devem estar sempre disponíveis dentro do setor.
  •  As instruções de Trabalho devem ser revisadas sempre houver alguma alteração ou mudança ao executar a rotina, ou caso não haja fazer revisão anualmente.
  •  Evite usar termos técnicos ou muitas abreviações, se usar mantenha uma tabela de orientação com o significado de cada um.
  •  Nunca utilize o nome do colaborador como executar e sim cargo/função.
Vantagens em descrever Instruções de Trabalho:
Além de manter e unificar o conhecimento de tal processo aumenta o nível de segurança, facilita o mapeamento e análise da tarefa por pessoa e colaboradores que desconhecem o processo. Quem nunca se viu em maus lençóis com a demissão de um colaborador que era retentor de informações e rotinas que estavam centralizadas nesta pessoa? E agora o que fazer? Com a descrição das Instruções de trabalho isto não acontece mais.
Com a busca da melhoria continua as organizações cada vez mais buscam selos de qualidade e Acreditação de seus serviços, a Instrução de trabalho se torna o documento oficial, que evidencia que o processo executado atende o esperado, é item imprescindível para busca da Qualidade na Gestão.
Padronizar atividades = redução de retrabalho = aumento de eficiência.
Faça você também a descrição das Instruções de trabalho de sua empresa/setor. Padronize com eficiência.

 Referências:
MIRANDA ,Wilson.E-Book.Como Elaborar Instruções de Trabalho ISO 9001:2008 .EBOOK 2008.
JEFFREY H. HOOPER. A Abordagem de Processo na nova ISO 9001. QSP, 2002.
 Autor(es): Ana Carolina Lopes

11 fevereiro, 2013

Existe entre vocês alguém que seja sábio e inteligente? Pois então que prove isso pelo seu bom comportamento e pelas suas ações, praticadas com humildade e sabedoria. (Tiago 3:13)

Normalmente é justamente ao contrario o que vemos. Quanto mais uma pessoa se julga sábia ou inteligente mais arrogante fica. É evidente que não condiz com a atitude de quem diz possuir  a sabedoria e a inteligência, pois esta condição deveria produzir uma capacidade de compreensão acima da média. 
Então porque age assim aqueles ditos sábios e inteligentes? Se pensarmos que somente a vaidade é o motivo, não estaríamos correto, pois vemos tanta gente que apesar de serem vaidosas não são nem de longe sábias ou inteligentes. Portanto devem haver outro motivo.  Quem sabe a explicação esteja justamente  no fato de existir pessoas que achem que por terem muito conhecimento as tornam sábias e inteligentes. Significado de Inteligência: s.f. Faculdade de conhecer, de compreender: a inteligência distingue o homem do animal. Compreensão; conhecimento profundo.
Pelo que diz o significado acima: É mais comum vermos e quando ainda vermos, apenas um distanciamento da irracionalidade animal.
Veja a concordância que há entre o trecho bíblico e a significado dado pelo dicionário atualizado em nossa língua! Quando relacionam juntamente com a inteligência. O bom comportamento e A Faculdade de compreender.  Compreender, que não sabem tudo e serem por isso  bons e comportados aprendizes da Palavra.
Uma pessoa não é necessariamente inteligente por ter muito conhecimento por ser sábia e versada em um ou mais assuntos ; digo isso no sentido pratico; claro que pelo conhecimento adquirido, ela é por assim dizer: Detentora de  conhecimento em determinado assunto. Mas se não consegue expandir esta inteligência a assuntos que foge aos ensinamentos acadêmicos, consequentemente se torna o mais limitado dos homens no que se refere as coisas de Deus.: "Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes."  (I Coríntios 1:19)
Não pode o homem com todo seu achismo e suposta inteligência querer comparar-se em sabedoria com Deus. Infelizmente em tudo e aonde se possa criar um motivo para que venham contestar as verdades ensinadas nas Escrituras Sagrada. Muitos preferem alimentar uma vã esperança de “desmascarar” a palavra de Deus; tentam pelas suas muitas tentativas através de experimentos científicos e uso de tecnologia avançada etc.
Desconhecendo que até esta capacidade de contestação é concedida e permitida por Deus pelo Livre arbítrio, “poder, faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade”. Pois Deus é justo! Não obriga  ninguém a segui-lo ou até como já se faz: Que acreditem nele. “O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o SENHOR estava agindo? “(Isaias 53:1)
Em tudo mesmo no ato de nega-lo existe a presciência de Deus, nada que o homem julgue como de conhecimento exclusivo é verdadeiro, nada é, foi ou será feito sem que Deus tenha conhecimento.: Pois aquilo que este mundo acha que é sabedoria Deus acha que é loucura. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Deus pega os sábios nas suas espertezas.”(I Coríntios 3:19).
E mais que isso, por ser onisciente e onipresente Deus sabe que por muito arquitetarem , argumentarem e até criarem  obstáculos a verdadeira inteligência divina, seus esforços  são pura  perda de tempo!: E também: “O Senhor sabe que os pensamentos dos sábios não valem nada.”(I Coríntios 3:20 NTLH)
Todos ou qualquer homem inteligente é incapaz de ser o único julgador de seu próximo pois até o mais sábio aos seu próprio pensar, não é capaz de por si só, distinguir sem ajuda o  certo do errado . Vejamos como se dar um Julgamento diante da justiça  e leis humanas: Tomando como exemplo nosso país.
É necessário um Juiz, 02 Advogados, Varias testemunhas e 12 membros da sociedade constituída para enfim estabelecerem uma conclusão de veredicto e que nem assim estão sempre certos das suas decisões; não é assim? "Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?"  (I Coríntios 6:5).
Mais para Deus, basta um único Juiz: Aquele que veio não para julgar e sim para salvar."E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo."  (João 12:47). Mais foi rejeitado e crucificado morto e ressuscitado e agora pelo Pai é constituído o único capaz de julgar pela verdadeira justiça.: Pois ele marcou o dia em que vai julgar o mundo com justiça, por meio de um homem que escolheu. E deu prova disso a todos quando ressuscitou esse homem. (Atos 17:31). Jesus o único capaz de salvar e o único justo para também julgar.
"Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos."  (Romanos 1 : 22). Este versículo resumiria toda esta arrogância de quem não reconhece a sua limitada capacidade.
Já aqueles que são simples pela sua conduta e obediência a palavra; são considerados sábios para Deus.: "Quanto à vossa obediência, é ela conhecida de todos. Comprazo-me, pois, em vós; e quero que sejais sábios no bem, mas simples no mal."  (Romanos 16:19)
Em muitas situações mais vale sermos visto como simples: Tenham por todos o mesmo cuidado. Não sejam orgulhosos, mas aceitem serviços humildes. Que nenhum de vocês fique pensando que é sábio! (Romanos 12;16)
Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Destruirei a sabedoria dos sábios e acabarei com o conhecimento dos instruídos.” Então, o que poderão dizer os sábios e os instruídos? O que vão dizer os grandes oradores deste mundo? Deus tem mostrado que a sabedoria deste mundo é loucura. (I Coríntios 1:19,20)
Quando Deus afirma que destruirá a sabedoria dos sábios, ele esta reafirmando que de nada valerá perder tanto tempo em estudos para entender o que nunca serão capazes pelos seus muitos conhecimentos adquiridos.:Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles. Pelo contrário, resolveu salvar aqueles que creem e fez isso por meio da mensagem que anunciamos, a qual é chamada de “louca”. (I Coríntios 1:21)
Lamentavelmente este é o motivo pelo qual não se verão entre os muitos já convertido pela palavra aqueles que não consegue desvincular os seus pensamentos lógicos, afim de poderem entender as coisas espirituais.: Portanto, quando falamos, nós usamos palavras ensinadas pelo Espírito de Deus e não palavras ensinadas pela sabedoria humana. Assim explicamos as verdades espirituais aos que são espirituais. (I Coríntios 2:13)
Conta-se em uma piada:
Que Um homem parou o seu carro com um dos pneus furado defronte a um hospício, começou a trocar o pneu e um interno ficou observando, logo quando estava para concluir a troca veio uma forte chuva que levou de enxurrada os 4 parafusos da roda e elas caíram no bueiro. O homem entrou em desespero e esbravejava, chutava o pneu lamentando a sua má sorte. Quando ouviu um psiu! O interno daquele hospício então com toda a calma e “sabedoria digna de um louco” disse: Porque você não tira um parafuso de cada um dos pneus e coloca neste que trocou? creio que com três parafusos em cada roda vai dá para você chegar em casa um pouco que devagar, mais vai, não vai? E o homem ainda que meio pasmo pela “sabedoria” do louco assim o fez e seguiu viagem.  Moral da historia: Deus nunca se engana.: Que ninguém engane a si mesmo! Se algum de vocês pensa que é sábio conforme a sabedoria humana, então precisa se tornar louco para ser, de fato, sábio. (I Coríntios 3:18)
O meu ensinamento e a minha mensagem não foram dados com a linguagem da sabedoria humana, mas com provas firmes do poder do Espírito de Deus. (I Coríntios 2: )
É neste ensinamento que me baseio e me considero louco para que pelo Espirito Santo  possa ser sábio diante de Deus. Pois em vão seria pensar que possuo conhecimento ou inteligência para por-me diariamente a escrever sobre aquilo que os sábios e inteligentes desconhecem.:Agora, meus irmãos, lembrem do que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano poucos de vocês eram sábios ou poderosos ou de famílias importantes.  (I Coríntios 1:26)
Por meio de Jesus Cristo, o nosso Senhor, louvemos o único Deus, o nosso Salvador, a quem pertencem a glória, a grandeza, o poder e a autoridade, desde todos os tempos, agora e para sempre!   (Judas 1:25)

Vivo por Jesus

http://msenaidepregar.blogspot.com.br/2010/12/toda-sabedoria-humana-e-inutil-diante.html
(NTLH)

09 janeiro, 2013

Como funcionam os nanorrobôs...?

Imagine ir ao médico para tratar de uma febre persistente. Ao invés de ministrar um comprimido ou aplicar uma injeção, o médico encaminha você para uma equipe de médicos especiais que implanta um minúsculo robô na sua corrente sanguínea. O robô detecta a causa da febre, viaja até o sistema apropriado e libera uma dose de medicamento diretamente na área infectada.

 O robô nesta ilustração nada pelas artérias
e pelas veias usando um par de apêndices na cauda
Surpreendentemente, não estamos longe de realmente ver dispositivos como este sendo usados em procedimentos médicos. Eles são chamados de nanorrobôs e equipes de engenheiros no mundo inteiro estão trabalhando para criar robôs que serão usados para tratar vários tipos de doenças, desde hemofilia a câncer.
Nem sempre o maior é o melhor
Em 1959, Richard Feynman, engenheiro da CalTech, lançou um desafio para engenheiros do mundo todo: ele queria que alguém criasse um motor que coubesse em um cubo que medisse 1/64 de polegada de cada lado. Ele tinha esperança de que criando e construindo esse motor, engenheiros desenvolveriam novos métodos de produção que poderiam ser usados no campo emergente da nanotecnologia. Em 1960, Bill McLellan reivindicou o prêmio, após construir um motor que funcionava de acordo com as especificações. Feynman concedeu o prêmio apesar de McLellan ter construído o motor a mão, sem criar nenhuma nova metodologia de produção.
Como você pode imaginar, os desafios que os engenheiros enfrentam são desencorajadores. Um nanorrobô viável deve ser pequeno e ágil o bastante para navegar pelo sistema circulatório humano, que é uma rede de veias e artérias incrivelmente complexa. O robô também deve ter capacidade para carregar medicação em ferramentas minúsculas. Partindo-se do princípio de que o nanorrobô não é feito para ficar indefinidamente dentro do paciente, ele também deve conseguir sair do hospedeiro.
Neste artigo, aprenderemos as potenciais aplicações para os nanorrobôs, as várias maneiras como os nanorrobôs vão navegar e se mover pelos nossos corpos e as ferramentas que usarão para curar os pacientes. Também saberemos que progressos as equipes ao redor do mundo tiveram até agora e o que os teóricos prevêem para o futuro.

5 PORQUÊS – FERRAMENTA PARA IDENTIFICAÇÃO DA CAUSA BÁSICA

Publicado por
Rodolfo Stonner

5 porquês (5 Whys): Tem uma importância grande para identificar a causa básica (Análise da Causa Básica), ou seja, aquela que se for efetivamente corrigida, evitará o reaparecimento do problema, ao contrário das ações sobre as causas imediatas, que cuidam apenas dos sintomas. Os “5 porquês” é uma ferramenta simples e útil para isto.

5 PORQUÊS – CONCEITO
O conceito fundamental é de que, acerca de um determinado problema, perguntar reiteradamente o “porquê” (evidentemente não é uma regra fixa de que devam ser 5 perguntas.. cinco é apenas um número bastante usual na utilização da técnica) irá remover as canadas de causas imediatas que cobrem e escondem a causa básica.
Um comentário linguístico: a rigor, a técnica deveria ser denominada “5 por quês” por tratar-se de pergunta, onde as duas palavras são separadas. No entanto, é mais comum encontrar a referência a “5 porquês”. Ademais, esta última forma facilita a busca na Internet, por considerar a palavra como um todo, e não duas palavras distintas (no Google, a busca por ..5 por quês…  gera cerca de 120.000.000 de resultados, enquanto a busca por …5 porquês… gera cerca de 668.000 resultados).
A técnica se tornou bastante popular após a década de 70, com a intensa utilização da ferramenta pela  Toyota, e posterior incorporação desta ferramenta nas práticas de “Six Sigma”.

5 PORQUÊS – VANTAGENS DE SEU USO

A ferramenta se popularizou devido alguns benefícios imediatos:

Permite identificar a causa básica do problema; para identifica-la, basta para cada resposta avaliarmos se a correção desta causa evitará o surgimento do problema: caso negativo, devemos mais uma vez fazer a pergunta “Por quê?”; caso contrário, identificamos a causa básica;
Identifica claramente as relações entre as possíveis causas imediatas com a causa básica;
Utilização extremamente simples; não requer uso de ferramentas estatísticas;
Baixo custo;
Comprometimento: pelo fato de ser uma ferramenta extremamente simples, permite o envolvimento de diversos níveis funcionais; a partir do envolvimento no problema e na busca de soluções, cria-se o comprometimento com a solução;
Flexibilidade: sua utilização é compatível com o uso de outras técnicas de identificação de causa básica.

5 PORQUÊS – EXEMPLOS

Exemplo 1 – A máquina de usinagem por comando numérico vem falhando repetidamente.

1° porquê:

Por quê a máquina vem falhando?

Porquê a placa mãe está queimando frequentemente.

2° porquê:

Por quê a placa mãe tem queimado frequentemente?

Porquê ela está superaquecendo.

3° porquê:

Por quê a placa mãe está superaquecendo?

Porquê não está sendo adequadamente ventilada.

4° porquê:

Por quê não está sendo adequadamente ventilada?

Porquê o filtro de ar está sujo.

5° porquê:

Por quê o filtro de ar está sujo?

Porquê não há uma programação de manutenção preventiva informando as datas de limpeza de filtro.  Isto evitará o ressurgimento do problema, sendo portanto a causa básica (falta de programa de manutenção preventiva).

Exemplo 2 – Óleo lubrificante está vazando da máquina

1° porquê:

Por quê o óleo lubrificante está vazando?

Porquê um selo rompeu.

2° porquê:

Por quê o selo rompeu?

Porquê entrou o óleo lubrificante está contaminado com rebarbas metálicas.

3° porquê:

Por quê o óleo lubrificante está contaminado com rebarbas metálicas?

Porquê um filtro do sistema de lubrificação se rompeu.

4° porquê:

Por quê o filtro do sistema de lubrificação se rompeu?

Porquê o filtro do sistema de lubrificação está mal posicionado.

5° porquê:

Por quê o filtro do sistema de lubrificação está mal posicionado?

Porquê houve uma falha de projeto. Reavaliar o projeto e realocar o filtro evitará o ressurgimento do problema, sendo portanto a causa básica (falha de projeto).

Exemplo 3 – Esta máquina não está produzindo o número previsto de peças

1° porquê:

Por quê a máquina não está produzindo a quantidade esperada?

Porquê a eficiência do processo é baixa.

2° porquê:

Por quê a eficiência do processo é baixa?

Porquê há perda de tempo no ciclo do processo.

3° porquê:

Por quê há perda de tempo no ciclo do processo?

Porquê há demora no carregamento das peças.

4° porquê:

Por quê há demora no carregamento das peças?

Porquê o operador da máquina tem que caminhar 5 metros para apanhar novas peças para reposição.

5° porquê:

Por quê o operador da máquina tem que caminhar 5 metros?

Porquê o layout está inadequado. Rever o layout de modo que as peças a serem repostas fiquem mais próximas da máquina aumentará a eficiência do processo, sendo esta portanto a causa básica (layout inadequado).




30 dezembro, 2012

"Estamos na era de ouro da engenharia"


Carl Bass, CEO da Autodesk - O homem do AutoCAD ...

O americano Carl Bass, CEO da Autodesk, multinacional especializada em tecnologia 3D, dona de um faturamento anual de US$ 2,2 bilhões, vê a engenharia como a ferramenta que possibilita o avanço da sociedade.

Responsável pelo software de design mais utilizado no mundo, o AutoCad, Bass também acredita que essa área esteja passando por uma revolução digital, que vai transformar não somente o mundo em que vivemos, mas também a maneira como as empresas fazem negócios. Impulsionada pelo rápido desenvolvimento da computação, e a consequente redução de custos dos recursos disponíveis, a chamada engenharia digital vai permitir que pessoas comuns, sem conhecimento nenhum dos princípios básicos de construção de prédios ou desenvolvimento de produtos, possam criar estruturas complexas e viáveis de serem produzidas. Além disso, será possível realizar obras antes inimagináveis. O executivo recebeu a DINHEIRO no escritório da Autodesk, em São Francisco, na Califórnia, e falou sobre as transformações que essa revolução digital proporciona aos setores de construção, manufatura e até no cinema. 

DINHEIRO – Qual é o futuro da engenharia?
CARL BASS – O que está mudando são as ferramentas disponíveis para a criação e o desenvolvimento de projetos de design e engenharia. Os engenheiros de hoje dispõem de ferramentas que seriam inimagináveis há dez anos. Isso acontece porque os recursos de computação avançam rapidamente e o custo chega próximo de zero. Na realidade, a capacidade de processamento disponível hoje é quase infinita. A simples ideia de poder fazer mais de uma dezena de projetos diferentes para uma mesma obra e, em questão de minutos, obter respostas sobre a força e a viabilidade de cada um deles é fantástico. Isso é o tipo de coisa que levaria anos para se fazer no passado. Acredito que, em grande parte, ignoramos essa revolução, mas ela é muito importante para a sociedade. Estamos vivendo uma espécie de era de ouro da engenharia, na qual contamos com ferramentas que nem sequer poderíamos conceber no passado. 
DINHEIRO – Com o avanço dos softwares de design e arquitetura, o sr. acredita que pessoas sem formação em engenharia poderão criar produtos e até estruturas complexas?
BASS – Ferramentas são apenas ferramentas. Um processador de texto, como o Word, não faz de ninguém um escritor. Mas, se pararmos para refletir um pouco, veremos que há um número enorme de pessoas escrevendo e publicando seus textos, atualmente. Antes, selecionávamos quem iria escrever. Hoje, todos podem publicar. É esse tipo de mudança que está acontecendo na área de engenharia e design. Hoje, existem softwares, por exemplo, que criam automaticamente um modelo em três dimensões de qualquer objeto, a partir de algumas fotos. Não é preciso saber desenhar nem uma linha reta. E com uma impressora 3D, que imprime objetos em vez de páginas de texto, podemos manufaturar qualquer coisa imediatamente. 
DINHEIRO – O sr. está dizendo que o avanço da tecnologia na área de engenharia e design está mudando não só a forma como construímos nossas casas, mas também todo o processo de criação e manufatura de produtos? 
BASS – Sim. Há uma parte da manufatura, mais focada em produtos de baixo custo, que permanece inalterada. É o tipo de indústria que existe em países como a China e o Vietnã. Mas existe outro tipo de indústria cujo modelo de negócios está sendo alterado por tecnologias como a impressão 3D e a robótica. A manufatura que conhecemos é baseada na produção em massa. Milhares de produtos padronizados de baixo custo e boa qualidade. Na manufatura digital, é possível produzir artigos de boa qualidade a um preço razoável e em quantidades baixíssimas. Até mesmo uma só unidade. Essa é a grande mudança que vai afetar, inicialmente, produtos de alto valor agregado e altamente customizáveis, como próteses médicas e peças para aviões. 
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Vista da favela da Rocinha, uma das mais conhecidas comunidades do Rio de Janeiro.
DINHEIRO – Como a tecnologia pode ajudar na gestão das cidades?
BASS – Seremos capazes de ter uma visão mais holística de como planejamos as cidades. Vamos poder, por exemplo, ver como será o tráfego de veículos antes de construir novos bairros ou grandes estruturas. Também será possível medir o consumo de energia e repensar os projetos para minimizar o impacto desse consumo. Essas são algumas das coisas que se tornam mensuráveis quando criamos modelos digitais das obras. Dessa forma, as pessoas que financiam os projetos e os governos que dão suporte a grandes empreendimentos podem entender melhor o retorno sobre esses investimentos. 
DINHEIRO – O sr. acredita que, com essa tecnologia, os gestores serão capazes de evitar erros estratégicos, que já foram cometidos no passado, em relação ao crescimento das áreas urbanas?
BASS – As ferramentas estão disponíveis. Agora, resolver os problemas políticos não é uma das capacidades da tecnologia. 
DINHEIRO – Como o sr. vê o Brasil nesse contexto de transformações?
BASS – Identifico dois acontecimentos impulsionando a adoção de tecnologias de ponta no Brasil: os eventos que vão acontecer em breve, no caso Copa do Mundo e Olimpíada, e o crescimento recente da população urbanizada, que acaba vivendo em condições precárias. O governo brasileiro está trabalhando na construção da infraestrutura que vai atender às duas questões. Outro ponto importante é que o Brasil sempre foi um grande centro industrial. E continua crescendo nesse sentido. O que ainda não vi sendo desenvolvido no País é a indústria de entretenimento e cinema. Esse é um caminho natural para os países que se desenvolvem economicamente, como aconteceu com Bollywood, na Índia. A mesma tecnologia de softwares 3D utilizada para criar grandes projetos de engenharia pode ser aplicada na indústria de cinema e televisão para fazer animações.
DINHEIRO – O sr. pode dar algum exemplo de projetos que estão sendo conduzidos no Brasil nesse sentido?
BASS – Recentemente, vi uma apresentação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobre um projeto para melhorar a oferta de serviços públicos para a população. É um plano muito poderoso em fase de execução na cidade. O potencial existe e cabe aos gestores das grandes metrópoles colocar em prática projetos como os do Rio. Mas ainda há o risco de serem tomadas decisões ruins. Só espero que, com as ferramentas disponíveis, a tendência seja de um número maior de acertos do que de erros. 
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Cena do filme indiano Jodhaa Akbar, do diretor Ashutosh Gowariker.
DINHEIRO – A Autodesk está apostando na computação em nuvem como uma forma de popularizar seus softwares para engenharia. Como o sr. pretende fazer isso?
BASS – A computação em nuvem oferece uma capacidade computacional muito grande, a um custo próximo do zero. Mas, para ser bem-sucedido com esse modelo, é preciso repensar o tipo de experiência que o usuário terá no ambiente online. O Google, por exemplo, tentou levar os processadores de texto para a nuvem e não teve o sucesso que esperava. Seu erro foi apenas copiar o modelo que a Microsoft criou para o Word na internet, em vez de criar um modelo diferente para algo com que todos nós estávamos confortavelmente acostumados. Nós estamos propondo um novo modelo para os softwares de engenharia e design. 
DINHEIRO – O sr. falou sobre o mercado de cinema e entretenimento. Como os softwares de engenharia estão modificando o setor?
BASS – É interessante ver como o mundo está fazendo a transição do texto para o vídeo. O consumo de vídeo sobe como um foguete. Já no caso do texto, o consumo está estável, com tendência de queda. A linguagem é o mais importante, mas o texto pode ser um recurso de uma época em que escrever era a maneira mais eficiente de comunicar. Hoje, temos as condições necessárias para gravar voz e imagem. E os softwares de modelagem em 3D abrem as portas do mundo da animação em vídeo para praticamente qualquer pessoa. O maior fenômeno de mídia nos Estados Unidos atualmente são os vídeos caseiros e a tevê sob demanda. Meus filhos já não assistem à televisão. E quando assistem, é de uma maneira diferente, na internet. É impressionante como, com um simples celular, faço um filme que, rapidamente, pode ser visto por milhões de pessoas. Isso está mudando o mundo do cinema e da televisão. 
DINHEIRO – O que vai acontecer é que a criatividade, e não o acesso a recursos financeiros e tecnológicos, vai ditar os rumos da indústria?
BASS – É exatamente o que aconteceu com os textos. Hoje todos podem publicar. Antes era preciso ser selecionado por quem tinha acesso às gráficas e aos canais de distribuição. Hoje, qualquer um pode fazer. O que vai nos diferenciar é a qualidade das ideias e do que é produzido. 
DINHEIRO – Nesse novo cenário, como o sr. avalia a competição com empresas muito maiores, como a IBM?
BASS – A competição muda com o tempo. Acredito, no entanto, que seja melhor gastar mais tempo pensando no que podemos fazer para permitir que mais pessoas produzam vídeos e contem histórias, por exemplo, do que ficar pensando nos nossos competidores. No fundo, se você fizer a coisa certa para o seu cliente, os problemas com os concorrentes se resolverão sozinhos.

Por Rodrigo CAETANO

Engenharia MECATRÔNICA...o que é?







Engenharia Mecatrônica baseia-se na integração sinergética de partes conceituais das engenharias mecânica, com a elétrica/eletrônica e controles inteligentes computadorizados (Automação/TI), nos projetos destas áreas e manufatura de produtos e processos.
O Curso de Engenharia Mecatrônica forma o aluno com habilidade para pesquisar, extrair conclusões e propor soluções para problemas de engenharia mecatrônica (elétrica, eletrônica, mecânica, automação/TI e robótica), aplicando princípios científicos e conhecimentos tecnológicos e utilizando sua capacidade de sintetizar informações e desenvolver modelos ou projetos para solução de problemas de qualquer uma dessas áreas.
O engenheiro Mecatrônico, devido as suas habilidades e visão holística adiquirida durante o curso, possui uma grande penetração nas empresas e indústrias modernas e globalizadas, podendo atuar em diversas áreas como automação e controle, nanotecnologia, sistemas robóticos, aquisição de dados, dimensionamento de dispositivos mecânicos remotos, eletrônica industrial, projetos eletricos/eletrônicos, medicina de reabilitação, etc.
Um sistema mecatrônico realiza aquisição de sinais, processamento digital e, como saída, gera forças e movimentos. Os sistemas mecânicos são estendidos e integrados com sensores, microprocessadores e controladores, podendo, assim, seguir comandos externos para realizar determinadas tarefas. Exemplos de sistemas mecatrônicos são: máquinas robóticas, robôs, manipulação e serviço; sistemas para automação de máquinas e processos; máquinas com controle digital; veículos autoguiados; máquinas ferramentas controladas por computador; máquinas robóticas para aplicações de diagnóstico e reabilitação em medicina; dispositivos robóticos para câmeras robóticas em produções de televisão e dispositivos como: câmeras eletrônicas, impressoras, máquinas de telefax, fotocopiadoras, vídeogravadores, etc.
A formação recebida habilita o engenheiro mecatrônico para atividades de concepção, implementação, utilização e manutenção de unidades de produção automatizadas ou a serem automatizadas. Os interessados pelas qualificações deste profissional são empresas de engenharia, telecomunicações, indústrias de produção de equipamentos e de programas para automação industrial e indústrias usuárias destas técnicas.


CURIOSITY, um projeto de Engenharia Mecatrônica ...


Trajetória e experiências profissionais

Histórico Profissional

Rádio e Televisão RECORD S.A. - São Paulo - SP
D. Projetista Sr - desde: abril/1995 à Atualmente...

Engº. Cons. Assoc. CONSULTRIX s/c Ltda .- São Paulo - SP
D. Projetista Técnico (Fundações, estruturas e terraplenagem)

Força Aérea Brasileira/Ministério da Aeronáutica - Diretoria de Engenharia (DIRENG-RJ e SP) - IV Comar/III Comar / BASP-SP / RJ / MT
Infantaria de Guarda / Topógrafo / ...
 

Na Rádio e Televisão Record ...

Engenheiro especializado em desenvolvimento de soluções em Projetos para implementação de sistemas de televisão (Áudio, Vídeo, Intercom, RX/TX), instalações elétricas BT, SPDA, AVCB, CFTV, As Built, Desdobro, Regularização Prefeitura, Fundações, Terraplenagem, com formação em Engenharia Mecatrônica, Controle Automação, Projetos, Elétrica (9° sem). Professor Universitário Especialista, em Instalações elétricas prediais, Sistemas CAD/BIM, Simulações Protótipos (Maquetes), Eletricidade e Análise de Circuitos, Elementos de Mecânica, Tecnologia de Automação, Elementos de Eletrônica, Gestão de Manutenção, Instrumentação Biomédica, c/ experiência em empresa de grande porte no setor de Telecomunicações (RECORDTV) e empresa de médio porte na construção civil (CONSULTRIX Engª. Fundações), exercendo cargo de Projetista elétrico/eletrônico Sr e Projetista de fundações e terraplenagem, profissional com sólidos conhecimentos em Projetos e Processos. Sistemas CAD e BIM, (Revit, Sketchup, AutoCAD, Solidworks). Certificado para EAD/Híbrido e trabalho Remoto. Home Office/Office Anywhere. Trabalho de maneira integrada em equipe e entre equipes para gerar impacto positivo na cadeia de valores (processos, serviços, produtos e pessoas). Atuação em conformidade com regulamentos internos, externos e leis (Ações em sintonia com as regras). Conecto minhas ações e objetivos individuais com a estratégia da empresa. Mobilizo e desenvolvo competência para servir ao cliente e oferecer soluções as suas necessidades, gerando valor, superando as práticas de mercado e referências externas. Trabalho de forma a Identificar oportunidade de melhorias mobilizando a si próprio, a equipe e as áreas da empresa envolvidas em direção necessária para atender ao cliente cada vez melhor. Comprometo-me permanentemente com meu próprio desenvolvimento e se estiver no comando, da minha equipe também, compartilhando conhecimento e experiências para assumir novas oportunidades e desafios. Posiciono-me como líder formador e comunico uma visão clara, inspirada em minhas experiências pessoais e sempre alinhado as estratégias da empresa. Tenho atitudes empreendedoras, com iniciativa e alinhadas aos valores e à aspiração estratégica e cultural da empresa. Profissional dedicado, e de fácil adaptação a novas rotinas, criterioso com as responsabilidades, cumpridor de tarefas e metas.
Professor Universitário/EAD/híbrido (Metodologias ativa PBL e sala de aula invertida), experiência de mais de 5 anos em Oficinas sistemas CAD/BIM/Projetos, como professor em laboratórios de faculdades, universidades e escolas técnicas.

Inovação e Processos


Inovação depende de reestruturação produtiva, aponta estudo ...
Fonte: Valor Econômico - 13/05/2013
O economista Júlio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2006-2007) e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), e o reitor do Instituto Tecnológico de Engenharia (ITA), Carlos Américo Pacheco, também professor da Unicamp, estão convencidos que o Brasil tem uma estrutura industrial frágil nos setores que mais inovam e também que em muitos setores a produção doméstica está situada em patamares de baixa agregação de valor na cadeia produtiva, em pontos onde a liderança não depende do avanço tecnológico. Dessa constatação, eles concluem que para desatar o nó da inovação no país é essencial estimular uma transformação na estrutura produtiva do país.

"A agenda de inovação [no Brasil] pressupõe mudança da estrutura industrial, com estímulo a setores intensivos em tecnologia. E pressupõe também apoiar as empresas em suas ações de alterar suas posições na cadeia de valor". As duas recomendações fazem parte do trabalho "A Política de Inovação", preparado pela dupla de estudiosos para apresentar amanhã à tarde no painel "O Brasil e a Inovação - Chave do Desenvolvimento Moderno", o terceiro dos cinco em que estão divididos os debates do 25º Fórum Nacional que começa hoje e termina quinta-feira, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Almeida e Pacheco destacam que as indústrias eletrônica e farmacêutica são internacionalmente as que mais inovam e investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Às duas, somam-se os segmentos de instrumentos médico-hospitalares, de ótica e instrumentação, aeronáutico e, "em menor escala", os de informática, de máquinas e equipamentos e a indústria automotiva.

Para os dois especialistas, a inovação está intimamente associada à necessidade de inserção cada vez maior do país no comércio internacional e, por isso, eles defendem, em consequência, a continuidade da política de estímulo à internacionalização de empresas com potencial. Recentemente, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que essa política, popularizada como de eleição de "campeões nacionais", esgotou-se, pelo menos temporariamente, por falta de mais empresas de empresas domésticas com potencial para se tornarem multinacionais.

Os autores ressaltam ser consenso entre os especialistas o aumento recente do apoio à inovação no Brasil, incluindo a aprovação da chamada Lei do Bem (incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento) e da própria Lei de Inovação, além do aumento expressivo de linhas de financiamento do BNDES e da Financiadora e Estudos e Projetos (Finep). Apesar desses esforços eles avaliam que "temos ainda um longo caminho para alterar o quadro da inovação no Brasil, destacando que aproximadamente dois terços de todo apoio dado ao setor privado para P&D vêm da renúncia fiscal da Lei de Informática, cujo alvo é o estímulo à Zona Franca de Manaus.

Excluída a Lei de Informática, segundo Almeida e Pacheco, o apoio brasileiro na forma de incentivos fiscais e subvenções representa metade do que dá a Espanha, um terço do que fazem Japão e Reino Unido e um quarto dos Estados Unidos e França. "Rever esse quadro é uma tarefa urgente", afirmam, defendendo tanto a necessidade de ampliação dos incentivos fiscais como do apoio a fundo perdido na forma de subvenções, de modo a alcançar as pequenas e médias empresas.

Os autores também destacam outros dois aspectos quase consensuais: a falta e integração entre a pesquisa acadêmica e as empresas e a insuficiente formação de engenheiros e profissionais de outras ciências exatas, 6% de um total já baixo, contra quase 40% em países como China e Coreia do Sul. Para eles, o setor público brasileiro já gasta razoavelmente, 0,6% do PIB em inovação, mas no setor privado o gasto não passa de 0,5% do PIB, que seria um quarto do que se aplica nas economias mais avançadas. E concluem que a eficácia deve ser medida por sua capacidade de induzir o gasto privado em inovação.

Em outro trabalho sobre o tema que será apresentado no Fórum, Marcos Cavalcanti, professor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e André Pereira, pesquisador da Fiocruz, discordam que o Brasil invista pouco em ciência, tecnologia e inovação (1,16% do PIB em 2010). Para eles, o problema é que o país investe mal, focado na academia (publicação de artigos) em vez de estimular a interação entre os diversos atores para que a inovação chegue aos produtos comerciais.

Os dois pesquisadores constatam também que mais problemático do que a baixa formação de doutores é o fato de que a esmagadora maioria deles está trabalhando nas universidades como professores. Estudo da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia de Empresa Inovadoras (Anpei) citado pelos autores computou apenas 750 doutores trabalhando em empresas no Brasil, contra 6 mil na Coreia do Sul, país que tem cerca de um quarto da população brasileira.

Por Chico Santos e Rafael Rosas/ Valor Econômico

29 dezembro, 2012

Como Executar Planos De Ação?

Gestão pela qualidade total...

Temos aqui neste blog vários posts falando de Planejamento, PDCA, Melhoria Contínua, Normas ABNT, etc, hoje vamos falar da importância de executar planos de ação. O plano de ação é uma ferramenta simples que trata basicamente de que um conjunto de tarefas ou atividades que sejam tomadas para que se atingir um objetivo ou uma meta.
Mas como cada vez mais temos uma demanda sobre “como fazer isso no dia a dia” além do conceito, as pessoas querem saber como aplicar os conhecimentos na prática, no trabalho e na vida.
Imaginemos o caso então em que você foi convocado à realizar algo novo, organizar um evento, uma reunião ou mesmo pequeno projeto de mudança de móveis de um departamento. Por mais que isso possa assustar, com um bom plano de ação as coisas podem transcorrer de forma tranquila e vamos dar um exemplo disso. Nosso exemplo é: Organizar a festa de aniversariantes do mês na empresa.
Uma observação importante é que um bom plano de ação deve ter informações suficientes para envolver as pessoas e definir os responsáveis, por isso um bom plano de ação costuma conter o 5W2H.

Vamos Ao Exemplo:

TabelaPlanoAcao2
Procure criar um controle simples, pode ser em um quadro branco, flipchart, Excel, ou software específico para isso, mas certifique-se que o escopo do projeto esteja correto e claro para todos os envolvidos, crie um 5W2H e se vale a pena usar o PDCA para acompanhar o seu plano de ação.

Jeison Arenhart De Bastiani