03 dezembro, 2015
16 outubro, 2015
21 setembro, 2015
24 agosto, 2015
02 outubro, 2014
A HISTÓRIA DO CAD
Republicado em por Gustavo Luís Vieira Dietrich
O uso de softwares para ajudar a desenvolver projetos de engenharia não é novidade. Afinal, já no começo da década de 50 começaram a surgir protótipos e máquinas para auxiliar no desenvolvimento de projetos relacionados a redes elétricas.

Fonte:http://www.action-engineering.com/MBEDictionary/DictionaryIllustrations/Computer_Aided_Design.jpg
Não demorou muito para estas máquinas e, mais tarde, softwares começarem a ser chamados de CAD, do termo em inglês Computer-aided design (desenho auxiliado por computador). O homem creditado por esse termo foi o cientista da computação Douglas Taylor Ross, que, na época viu, o quão importante poderia se tornar o uso destas ferramentas.
Na década de 60, as ferramentas CAD começaram a ser utilizadas na criação de aeronaves, automóveis e componentes eletrônicos. Um dos programas CAD, que foi base para os outros, foi o UNISURF, desenvolvido pelo engenheiro francês Pierre Bézier, da fabricante de carros Renault.
O fato de funcionários de empresas fabricantes e montadoras de carros ou até mesmo aviões criarem seus próprios sistemas CAD se tornou corriqueiro, pois essas ferramentas eram de extrema importância, mas, ao mesmo, tempo tinham um custo muito elevado. Funcionários da GM, Ford e da Boeing estavam sempre atentos a desenvolver ou melhorar os próprios sistemas CAD.
O Sketchpad surgiu na mesma época, através de vários estudos no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pelo programador Ivan Sutherland. Este software foi um grande avanço para os CADs, pois, com ele, o usuário podia desenhar no monitor através de uma caneta.
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/7b/Sketchpad-Apple.jpg
Foi na década de 70 que começaram a surgir aplicações 3D em CADs, porém, ainda muito rudimentares, se assemelhando a desenhos manuais de objetos 3D, e na década de 80, surgiram os desenhos sólidos nos CADs.
No ano de 1977, surgiu a empresa francesa Dassault Systèmes desenvolvedora do CATIA (1977), e posteriormente, do SolidWorks (1995), liderado pelo engenheiro de aeronaves Francis Bernard.
Em 1982 surgiu então a empresa Autodesk, que iniciou com a produção do Software AutoCAD em 2D (e posteriormente o Inventor em 1999).
Foi também na década de 80 que surgiram os primeiros computadores pessoais, desenvolvidos pela IBM. Com este avanço, várias empresas começaram a tomar proveito para criar softwares CAD para PCs. Para alavancar as vendas, a Dassault e a IBM fecharam um acordo de vendas mútuas de produtos, o que foi muito rentável para as duas empresas.
Além da Dassault Systèmes e da Autodesk, empresas como Adra Systems (com o CADRA 2D CAD), Bentley Systems (com a implementação para PC do Intergraph’s IGDS CAD), a Micro-Control Systems (com o CADKEY), Unigraphics (com o NX Unigraphics), entre outras, surgiram na mesma época e já começaram a distribuir seus próprios softwares CAD. Porém, se tem notícias de muito poucas destas empresas.
Fonte: http://virtualdimension.files.wordpress.com/2010/03/autocad_pc_at.jpg
Em 1984, o primeiro Macintosh 128 (da Apple) foi distribuído e, no ano seguinte, a empresa Diehl Graphsoft foi fundada e já começou a vender o MiniCAD, que se tornou rapidamente o CAD mais vendido para sistemas Mac.

Fonte: http://www.sanedraw.com/LEARN/OVRV00_1/OV150/DRWINAFT.GIF
Com o crescente uso do Sistema Operacional UNIX os softwares CAD da Dassault Systèmes e da Unigraphics começaram a ter suas versões para este sistema.
Um grande avanço nos Softwares CAD foi o lançamento do Pro/Engineer da Parametric Technology em 1987-1988, atualmente conhecido como PTC Creo, que trouxe um grande aproveitamento de construção de sólidos paramétricos, baseados em recursos (features) e modelagem associativa de sólidos.
Devido à grande necessidade de automatização, principalmente na área de engenharia aeronáutica, a década de 90 teve uma crescente venda de softwares CAD, além de gerar uma grande disputa entre as empresas que os desenvolviam. Entre as maiores empresas da disputa, estavam a Dassault Systèmes, a Parametric Technology, a Unigraphics e a Autodesk.
Ao final da década de 90, com o avanço da Internet, começaram a surgir os primeiros softwares CAD que funcionavam online, possibilitando a visualização de projetos através dos navegadores. A empresa líder nessa nova tecnologia foi a Dassault Systèmes, que aproveitou os conhecimentos obtidos pela integração de programas CAD na rede da Boeing durante a produção do Boeing 777. Para a Autodesk, apenas em 2000 foi lançada a primeira versão do AutoCAD para a internet.
A Dassault, também no final da década de 90, começou a comprar várias empresas desenvolvedoras de softwares CAD, como o SolidWorks (fundada em 1993) e Deneb Robotics (fundada em 1985). E, em 1999, a Autodesk lança mais um Software CAD, o Inventor, para acirrar a competição com as outras empresas.
Antes dos anos 2000, várias empresas que não tiveram tanto sucesso neste mercado começaram a desaparecer. Hoje em dia, tanto a Dassault Systèmes quanto a Autodesk são líderes no desenvolvimento de softwares CAD entre outros ramos, sendo que para a maioria dos softwares desenvolvidos são criadas novas versões anualmente, com várias adições muito interessantes para o desenvolvimento de projetos 3D.
Não deixe de conferir os cursos da Render para começar ou aprimorar seus conhecimentos com uso de softwares CAD.
Fonte:
http://blog.render.com.br/cad/a-historia-do-cad/#more-3776
O uso de softwares para ajudar a desenvolver projetos de engenharia não é novidade. Afinal, já no começo da década de 50 começaram a surgir protótipos e máquinas para auxiliar no desenvolvimento de projetos relacionados a redes elétricas.
Fonte:http://www.action-engineering.com/MBEDictionary/DictionaryIllustrations/Computer_Aided_Design.jpg
Não demorou muito para estas máquinas e, mais tarde, softwares começarem a ser chamados de CAD, do termo em inglês Computer-aided design (desenho auxiliado por computador). O homem creditado por esse termo foi o cientista da computação Douglas Taylor Ross, que, na época viu, o quão importante poderia se tornar o uso destas ferramentas.
Na década de 60, as ferramentas CAD começaram a ser utilizadas na criação de aeronaves, automóveis e componentes eletrônicos. Um dos programas CAD, que foi base para os outros, foi o UNISURF, desenvolvido pelo engenheiro francês Pierre Bézier, da fabricante de carros Renault.
O fato de funcionários de empresas fabricantes e montadoras de carros ou até mesmo aviões criarem seus próprios sistemas CAD se tornou corriqueiro, pois essas ferramentas eram de extrema importância, mas, ao mesmo, tempo tinham um custo muito elevado. Funcionários da GM, Ford e da Boeing estavam sempre atentos a desenvolver ou melhorar os próprios sistemas CAD.
O Sketchpad surgiu na mesma época, através de vários estudos no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pelo programador Ivan Sutherland. Este software foi um grande avanço para os CADs, pois, com ele, o usuário podia desenhar no monitor através de uma caneta.
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/7b/Sketchpad-Apple.jpg
Foi na década de 70 que começaram a surgir aplicações 3D em CADs, porém, ainda muito rudimentares, se assemelhando a desenhos manuais de objetos 3D, e na década de 80, surgiram os desenhos sólidos nos CADs.
No ano de 1977, surgiu a empresa francesa Dassault Systèmes desenvolvedora do CATIA (1977), e posteriormente, do SolidWorks (1995), liderado pelo engenheiro de aeronaves Francis Bernard.
Em 1982 surgiu então a empresa Autodesk, que iniciou com a produção do Software AutoCAD em 2D (e posteriormente o Inventor em 1999).
Foi também na década de 80 que surgiram os primeiros computadores pessoais, desenvolvidos pela IBM. Com este avanço, várias empresas começaram a tomar proveito para criar softwares CAD para PCs. Para alavancar as vendas, a Dassault e a IBM fecharam um acordo de vendas mútuas de produtos, o que foi muito rentável para as duas empresas.
Além da Dassault Systèmes e da Autodesk, empresas como Adra Systems (com o CADRA 2D CAD), Bentley Systems (com a implementação para PC do Intergraph’s IGDS CAD), a Micro-Control Systems (com o CADKEY), Unigraphics (com o NX Unigraphics), entre outras, surgiram na mesma época e já começaram a distribuir seus próprios softwares CAD. Porém, se tem notícias de muito poucas destas empresas.
Fonte: http://virtualdimension.files.wordpress.com/2010/03/autocad_pc_at.jpg
Fonte: http://www.sanedraw.com/LEARN/OVRV00_1/OV150/DRWINAFT.GIF
Um grande avanço nos Softwares CAD foi o lançamento do Pro/Engineer da Parametric Technology em 1987-1988, atualmente conhecido como PTC Creo, que trouxe um grande aproveitamento de construção de sólidos paramétricos, baseados em recursos (features) e modelagem associativa de sólidos.
Devido à grande necessidade de automatização, principalmente na área de engenharia aeronáutica, a década de 90 teve uma crescente venda de softwares CAD, além de gerar uma grande disputa entre as empresas que os desenvolviam. Entre as maiores empresas da disputa, estavam a Dassault Systèmes, a Parametric Technology, a Unigraphics e a Autodesk.
Ao final da década de 90, com o avanço da Internet, começaram a surgir os primeiros softwares CAD que funcionavam online, possibilitando a visualização de projetos através dos navegadores. A empresa líder nessa nova tecnologia foi a Dassault Systèmes, que aproveitou os conhecimentos obtidos pela integração de programas CAD na rede da Boeing durante a produção do Boeing 777. Para a Autodesk, apenas em 2000 foi lançada a primeira versão do AutoCAD para a internet.
A Dassault, também no final da década de 90, começou a comprar várias empresas desenvolvedoras de softwares CAD, como o SolidWorks (fundada em 1993) e Deneb Robotics (fundada em 1985). E, em 1999, a Autodesk lança mais um Software CAD, o Inventor, para acirrar a competição com as outras empresas.
Antes dos anos 2000, várias empresas que não tiveram tanto sucesso neste mercado começaram a desaparecer. Hoje em dia, tanto a Dassault Systèmes quanto a Autodesk são líderes no desenvolvimento de softwares CAD entre outros ramos, sendo que para a maioria dos softwares desenvolvidos são criadas novas versões anualmente, com várias adições muito interessantes para o desenvolvimento de projetos 3D.
Não deixe de conferir os cursos da Render para começar ou aprimorar seus conhecimentos com uso de softwares CAD.
Fonte:
http://blog.render.com.br/cad/a-historia-do-cad/#more-3776
06 abril, 2014
Você sabe o que são os PONTO DE LAGRANGE?
O ponto de Lagrange é um ponto de vista
do espaço, descrito por Joseph-Louis Lagrange em 1772.
O matemático italiano, francês,
descobriu a existência de posições de equilíbrio onde os campos de gravidade
entre 2 objetos maciços, como o Sol e a Terra estão equilibrados.
Um ponto de Lagrange é uma posição no
espaço onde os campos gravitacionais de dois corpos em órbita ao redor de
massas entre si e substancial, que se combinam para proporcionar um equilíbrio
a um terceiro corpo massa desprezível. Desse equilíbrio, as posições relativas
dos três corpos são fixos.
Assim, um satélite da Terra colocada
sobre um destes pontos não se movem mais e virou-se juntos, continuamente, com
a Terra em torno do Sol.
Por exemplo, o ponto L2 está localizado
na direção oposta ao Sol (veja a imagem à direita), que permite que o satélite
para manter seus painéis solares voltados para o Sol e apontando seu telescópio
para o sistema solar exterior.
Esta posição de um satélite de
observação, minimiza indesejáveis emissões eletromagnéticas do Sol e da Terra.
O ponto L2 é ideal para observar o universo de profundidade.
L1 está localizado entre dois objetos
celestes no mesmo alinhamento que os dois objetos.
Se os dois objetos são o Sol e a Terra,
um satélite é a gravidade solar mais forte do que a da Terra. Ele, então, gira
rapidamente em torno do Sol do que a Terra, mas a gravidade da Terra, em parte,
compensa o Sol, o que retarda.
Se os objetos estão perto da Terra esse
efeito é mais importante. De um certo ponto, o ponto L1, a velocidade angular
do objeto é igual à da Terra. Quanto a este ponto para 1,502 milhão quilômetros
da Terra, é, desde 1995, o satélite de observação solar, SOHO (Observatório Solar
e Heliosférico).
L2 está localizado em 1,492 milhão
quilômetros da Terra na linha definida pela Terra eo Sol. O satélite iria rodar
mais devagar do que a Terra porque a força da gravidade solar é menor, mas o
campo gravitacional da Terra tende a acelerar.
No ponto de L2, o objeto orbita o Sol
na mesma velocidade angular que a Terra.
Sobre este ponto é desde Junho de 2001,
o satéliteWMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe). O satélite GAIA irá
resolver em 2011 e James Webb em 2013.
Em 3 de julho de 2009, Planck tinha
chegado a este ponto L2 e foi colocado em um curso chamado órbita Lissajous.
L3 se situa na linha definida por dois
objetos, mas para além do maior objeto, aqui do Sol (veja a imagem à direita).
Um satélite localizado em frente à Terra do Sol, cerca de 150 milhões de km,
estaria em equilíbrio. Na realidade, este é exatamente o oposto, porque o
centro de rotação não é o Sol, mas o baricentro ou centro de massa da Terra
Casal / Dom. Esta é inutilizável para observações, uma vez que está
permanentemente escondida do Sol.
L4 e L5 estão localizados nos vértices
de dois triângulos equiláteros cuja base é formada por duas linhas de itens. O
ponto de Lagrange L4 está à frente dos menores corpos em sua órbita ao redor da
grande e da L5 ponto de Lagrange está atrasado. Estes pontos são chamados
pontos de Lagrange triangular ou pontos de "trojans".
Surpreendentemente, estes dois últimos
pontos estão em órbitas estáveis e satélites não precisa de propulsão mecânica,
que não dependem da massa relativa dos dois corpos.
Os cientistas estimam que cerca de 2
milhões de asteróides com mais de um quilômetro de diâmetro, poderia ser a
pontos L4 e L5 de Júpiter.
http://www.astronoo.com/pt/artigos/pontos-de-lagrange.html
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11 fevereiro, 2014
Acredite no seu POTENCIAL
Para vencer um desafio é preciso ousadia. Ousadia é possuir valentia e coragem. “Muitas coisas não ousamos empreender, porque parecem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.” (Sêneca). Uma dose de otimismo também ajuda. Afinal é preciso visualizar um final feliz. É necessário confiar para estar motivado e eliminar as pedras no caminho.
“Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior.” (Roberto Simonsen). Ultrapassar limites foi a marca de um piloto famoso chamado Ayrton Senna: “Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si”. Corre-se risco, pode até dar medo, mas nunca pânico. Enfrente seus medos, supere expectativas e alcance o seu objetivo, seja ele qual for.
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão. “Perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem mais se atreve... e a vida é muito para ser insignificante.” (Charles Chaplin). Que se percam algumas lutas, mas nunca a batalha. Não se espante com a quantidade de nãos, de portas fechadas, de incentivos contrários. Planeje siga o alvo. Não se disperse não saia do foco.
Desbloquei seu potencial, ele está configurado na sua mente, é só clicar.
Lamentavelmente sou obrigado a concordar com Roy L. Smith, quando nos sacode para reflexão com tais palavras: “O homem que não pode acreditar em si mesmo, não pode acreditar em mais nada.”.
Então, vai ser dessa vez, o sucesso te espera. Força de vontade é um bom treino. Pode começar.
Human Resources Manager / Personnel Administration / Recruitment and Selection /Remuneration / Benefits/ Union RelationPrincipal contribuidor
http://arteestilo-cezar.blogspot.com.br/
http://arteestilo-cezar.blogspot.com.br/
Quanto Vale “você”?
Por: ADMVITAL
Apesar de ser o
maior patrimônio de qualquer profissional, pouca gente dá a devida atenção e
investe no seu “portfólio pessoal”.

É surpreendente a
quantidade gente que apenas busca ajuda quando a carreira vai mal. A maior
parte faz isto quando a “vaca já foi pro brejo”: já perderam o emprego (ou
sentiram que isto acontecerá em breve). Em alguns casos, não aguentam mais a
pressão e estão desesperados para mudar de ares. A maioria dos profissionais
chegou a esta situação por absoluta falta de consciência de que carreira é como
um produto ou empresa: nós temos de administrar, valorizar, fazer crescer,
conhecer quais os diferenciais, os concorrentes, as novidades do ramo e sempre
buscar entender melhor o cliente para poder encantá-lo e fidelizá-lo.
Como anda a sua
carreira?
O mercado de
trabalho está cada dia mais exigente. Mas, cá entre nós, você acha que vai ser
diferente no futuro? É só dar uma olhada à sua volta para notar que tudo no
mundo evolui e que a concorrência está no nosso calcanhar, em todos os ramos.
Outro dia ouvi uma conversa de corredor. A pessoa dizia “a gente tem que se
valorizar: eu não gosto de ficar mais de dois anos num emprego”. O interessante
é que a frase foi dita por uma pessoa da equipe de limpeza do condomínio! Não
vejo problema algum de um profissional operacional pensar assim, apesar de não
concordar muito com a estratégia dela. Porém, isto nos mostra que, em maior ou
menor grau, as pessoas já estão cientes de que têm que cuidar de sua carreira. A pergunta é “como”?
Gosto de comparar
carreira a um produto ou empresa, pois dá algumas dicas e metáforas que nos
ajudam a concretizar a discussão, sem cair no aspecto sentimental. É bom que se
diga, isto não é idéia minha: é só dar uma lida na obra de Charles Handy .
Reconhecido como um dos maiores expoentes em gestão e administração na Europa,
uma referência do mundo corporativo daquele continente (alguns o chamam de o
Drucker europeu) foi o primeiro a dar esta dimensão de “portfólio” para a
carreira pessoal. Segundo ele, cada profissional deveria desenvolver suas
competências e preparar-se para oferecê-las a diferentes empresas/clientes,
como um portfólio.
Assim como numa
empresa, para avaliar em que estágio está a sua carreira, você deve fazer as
perguntas básicas:
- Meu produto (eu) tem algum
diferencial? Esta questão é importante por que sem diferenciação, sem um ponto
forte, nenhum produto se destaca. Além disso, esta análise pode alertá-lo para
possíveis fragilidades do seu “produto”, permitindo planejamento de
investimentos, reposicionamento e melhorias.
- Como seu produto (você) tem evoluído
nos últimos anos? Olhar para trás e identificar os elementos que o trouxeram
até o ponto onde está pode dar uma dimensão totalmente diferente da sua
carreira. O tempo que levou para chagar onde está, estágios por que passou,
erros e acertos cometidos são informações importantes, know-how que não pode
ser desprezado.
- O que os clientes acham do seu produto
(você)? Assim como um produto, todo profissional deveria acostumar-se a fazer
“pesquisas de mercado”, que nesta situação é chamado de feedback. As avaliações
de desempenho, questionários de perfil 360 graus, uma sugestão ou desabafo de
um colega de confiança… tudo isto pode trazer informações sobre como os outros
o vêem e qual seu valor para os relacionamentos em que está envolvido.
- Qual o seu potencial para o futuro?
Esta é mais difícil, por que envolve uma avaliação de algo que ainda não
aconteceu. É certo que o futuro é difícil de prever com exatidão, mas os
indícios do futuro já podem ser sentidos. Como conhecê-los? Leitura (tanto
geral quanto técnica-específica de sua área), congressos, encontros informais
de profissionais, muito network etc. Vai sobrar, sim, um pouquinho de risco,
mas pelo menos a chance de errar (e de se enganar…) diminui bastante.
- Seu produto (você) tem dado retorno /
lucro? Aqui é avaliar que prêmios e cargos você conquistou, além de inventariar
os projetos de sucesso, em termos de ganhos reais para as empresa em que
trabalhava na época em questão.
- O que a concorrência oferece pelo
mesmo preço? Você precisa saber quanto ganha um outro profissional na mesma
situação que você. Não é tão difícil. Comece consultando as tabelas dos
jornais, amigos que trabalham em RH, amigos mais chegados que não se importarão
com a pergunta “indiscreta”.
- Em que mercados quero entrar? Você
precisa avaliar – sempre – se está se realizando nesta carreira ou se existe algo
que lhe parece uma boa chance, tanto para aumentar seus rendimentos quanto para
dar mais espaço para o seu crescimento. Lembre-se que dinheiro não é tudo: para
aquele que está infeliz nenhum dinheiro é suficiente.
- Existe algum mercado em que (você) esteja
ameaçado? Todas as profissões mudam ao longo do tempo. Às vezes, a sua
competência está em uma atividade que está sendo “digitalizada” ou sendo
“importada” (um exemplo disso é a crescente oferta de programadores irlandeses
e indianos, que prestam serviços a empresas em qualquer lugar do mundo, por um
preço baixíssimo, com alta qualidade… e à distância!).
Assim como os
produtos de uma empresa passam por fases, a carreira também. Normalmente, se
analisa a carreira com base em duas variáveis: desempenho e potencial. Aqui
também a metáfora com os produtos é importante. Um novo produto requer um alto
investimento em desenvolvimento, pesquisa, marketing etc. Espera-se que ele
tenha futuro (potencial) e por isto se investe. Após algum tempo o
retorno deve aparecer (desempenho). Quando este não vem, correções são
feitas com base em pesquisas com clientes e análises de mercado, ou
simplesmente se abandona o produto e se investe em outro. Na carreira não é
diferente: você pode investir em um novo segmento ou formação. Isto leva tempo
e consome energia e dinheiro. Se você fez as análises certas (que não só tem a
ver com o mercado, mas também com sua vocação e motivação), este investimento retornará. É a fase do produto que os
marqueteiros chamam de “vaca leiteira”: o retorno é grande e o investimento já
foi amortizado.
Apenas para que
você possa avaliar em que estágio se encontra, pense no seguinte:
Estágio 1: muito
esforço, pouco resultado concreto (cargos, remuneração, prestígio), mas com
muitas conquista possíveis e tangíveis;
Estágio 2: esforço
médio, com retorno adequado, mas ainda com diversas conquistas a fazer (você vê
espaço para evoluir);
Estágio 3:
situação confortável, pouco esforço, resultados excelentes;
Estágio 4: muito
esforço, baixo resultado, pouca perspectivas no horizonte (pouco espaço para
evoluir na hierarquia, na remuneração ou mesmo para aprender coisas novas).
Você consegue
localizar em que estágio está?
Quem fica parado é
“poste”
Mas, como nada na
vida é perfeito, saiba que estes períodos são cíclicos. Um produto “vaca
leiteira” não se sustenta no mercado sem investimentos por muito tempo.
Mudanças tecnológicas, novos concorrentes (atraídos pelos seus bons resultados)
ou apenas uma mudança na expectativa dos clientes forçam a busca por produtos
com grande potencial de resultados. É igual na sua carreira: as mudanças
tecnológicas e de mercado abrem novas possibilidades profissionais e segmentos
de atuação todos os dias. Algumas mudanças exigem apenas uma atualização (baixo
investimento). Outras vão exigir uma mudança radical (uma mudança na carreira,
de executivo para franqueado de um negócio, por exemplo).
O conselho aqui é
o seguinte: não se encantar com o período de fartura a ponto de esquecer que o
mundo gira. Charles Handy (ele novamente) desenvolveu o conceito da sigmóide
para explicar isto. Segundo este conceito, para se sustentar o sucesso, é
preciso preparar a mudança e fazer uma nova fase de investimento um pouco antes
de se atingir o topo, o ponto máximo do produto. Isto porque é neste ponto que
você está mais capitalizado para investir, além de estar com a auto-estima
elevada e boa imagem pública.
Não quero dizer
que todos devem mudar radicalmente e viver de sobressaltos quando a fase boa se
aproxima. Não á para ter medo do sucesso. Basta se manter conectado com o seu
produto (sua carreira) e seu mercado. As perguntas que listei lá atrás ajudam
muito. Participar de grupos de profissionais, atualizar-se em cursos e
congressos, ler muito e abrir suas portas para ajudar os outros são algumas
boas providências para manter seu patrimônio pessoal em dia. Outra coisa
importante é manter o seu network azeitado. Não adianta lembrar dos amigos só
quando a coisa já ficou “feia”.
Mas e se…
Bom, se já
aconteceu, não adianta chorar. Como dizem alguns, “enquanto os outros choram,
venda lenços” – vá à luta! Uma demissão ou um período de baixa na carreira não
é nenhum desastre. Sei que é difícil manter o alto astral nesta situação, mas
lembre-se que é neste período que você precisa estar na sua melhor forma.
Procurar emprego exige postura de vendedor. Se os vendedores ficassem chateados
com cada “não” que recebem, não sairiam para trabalhar de manhã. Entenda cada
“não” como um prenúncio do “sim”. Além disso, é uma excelente oportunidade para reavaliar o “seu produto”. Tente tirar proveito do acontecido. Não é para ficar
se culpando e sim para tomar medidas práticas.
Conheço muita
gente que passou por esta fase difícil e encontrou sucesso estrondoso. Alguns
descobriram outras vocações, empresas, cargos, segmentos. Outros abriram seus
próprios negócios. Se este é o seu caso, é bom lembrar que não basta ter o
dinheiro para abrir uma empresa de sucesso. Ser empresário exige talento, além
de um grande trabalho de pesquisa de oportunidades e dos detalhes técnicos do
segmento escolhido. Uma boa opção neste caso são as franquias, que repassam
know-how e evitam desperdício desnecessário de tempo e dinheiro.
Porém, mesmo neste
caso, vale a regra: pesquise, analise bem, fale com gente que já fez antes de
decidir.
Sua carreira é
você em movimento. É seu legado para a história. Sua obra
Tem se falado
muito a respeito do avanço no tempo de vida médio da população mundial. Algumas
estimativas indicam que as novas gerações devem ultrapassar facilmente a casa
dos 100 anos. Mesmo nós, os mais “maduros”, devemos chegar facilmente aos 80 ou
90, com muita saúde. Isto abre uma perspectiva completamente nova para a vida
profissional. Será natural uma pessoa ter, ao longo da vida, a chance de
exercer plenamente mais de uma profissão. Isto quer dizer que fará sua
formação, estagiará, exercerá posições técnicas, atingirá postos de liderança e
se
“aposentará” em mais de uma profissão. Isto é inimaginável para nós, mas já está ocorrendo. Acho importante, mais do que nunca, entender como as carreiras são construídas para investir e tirar o maior proveito possível destes anos a mais que estamos ganhando.
“aposentará” em mais de uma profissão. Isto é inimaginável para nós, mas já está ocorrendo. Acho importante, mais do que nunca, entender como as carreiras são construídas para investir e tirar o maior proveito possível destes anos a mais que estamos ganhando.
Recentemente entrevistei um alto executivo de uma dos maiores grupos
empresariais brasileiros. Um homem inteligente, de modos calmos, que colaborou
fortemente para o sucesso da empresa. Conversávamos sobre a cultura daquela
organização e sobre como lidavam com aqueles que decidiam deixá-la. Ele apontou
para um quadro de um pintor famoso na parede e disse “Este quadro é a obra de
um pintor talentoso. Vejo cada colaborador nosso como um pintor, cada um realizando
a sua obra. Respeito cada um deles pela tela que deixou. Este é o legado deles
e tenho o maior prazer de recebê-los em minha sala para um café”.
Olhar nossa
carreira como uma obra de arte, um legado para a história, pode nos despertar
para o fato de que seremos lembrados por aquilo que fizemos, e não pelo o que
deixamos de fazer.
Quão orgulhoso
você é daquilo que está deixando para a história?
Autor: Marcelo
Egéa
Disponível em: RH
Portal: http://admvital.tk/1cexAGh
A Qualidade da sua empresa...
Por onde começo a implantar a
Qualidade?
No
livro Housekeeping – Eliminando
o Desperdício da Empresa, conto que certa vez perguntaram ao
professor Kaoru Ishikawa, um dos “gurus da qualidade” e que criou em maio de
1950 um modelo prático para o combate às causas de perdas e desperdícios, ao
qual deu o nome de “Regra dos 5S”, como
deveriam iniciar a implantação da Qualidade na empresa, ele respondeu: “Qualquer
programa de qualidade total se deve começar por uma faxina geral”, e
aconselhou: “Comece varrendo! O housekeeping é uma grande faxina física e
mental.”
Através
de uma visão simplista é um programa de melhoria comportamental –
eu até arriscaria dizer, de auto-educação – ele é mais do que uma limpeza
material, o Housekeeping envolve uma mudança de
postura e atitude, por parte de cada uma das pessoas da
organização. A adoção da filosofia 5S implica, portanto, uma
transformação permanente do ambiente e da cultura organizacionais.
A
técnica foi desenvolvida no Japão e utilizada inicialmente pelas donas-de-casa
para envolver todos os membros da família na administração da
organização do lar.
No
final dos anos 50, início dos anos 60, quando os executivos das indústrias
japonesas começaram a implantar o sistema de Qualidade Total em suas empresas, eles perceberam que a
técnica de Housekeeping, utilizado pelas donas-de-casa, seria um
programa básico para o sucesso do sistema.
Cabe
agora um a importante informação: empresa de qualquer porte ou segmento, lojas,
escritórios e donas de casa podem – e devem – se beneficiar da técnica de housekeeping,
conseguindo obter melhores resultados com menor esforço.
É
um programa simples de ser aplicado. Por meio de trabalhos de racionalização,
organização, limpeza, conservação e disciplina sua empresa se transformará num
ambiente saudável para todos os colaboradores, clientes e fornecedores. No Brasil a técnica housekeeping é
popularmente conhecida por 5S, iniciais dos cinco sensos ou palavras em língua
japonesa que orientam o programa:
1.
Seiri – Senso de Seleção
Significa utilizar os recursos
disponíveis de acordo com a necessidade e adequação, evitando excessos,
desperdícios e má utilização.
2.
Seiton – Senso de Ordenação
Ordenar é organizar, de forma
sistemática, os meios de trabalho (objetos, dados e equipamentos), de modo a
ter acesso rápido e seguro a eles para sua utilização a qualquer momento.
3.
Seiso – Senso de Limpeza
É um compromisso, assumido
pelos integrantes da organização, de responsabilidade pela limpeza de todos os
aspectos do ambiente de trabalho e garantia de que ele seja aprimorado
continuamente.
4.
Seiketsu – Senso de Bem-Estar
É a eliminação de fatores que
possam atuar negativamente sobre as pessoas no ambiente de trabalho.
5.
Shitsuke – Senso de Autodisciplina
A autodisciplina é o
cumprimento da missão e o aprimoramento do desempenho, de modo espontâneo, sem
a necessidade de coação por parte da hierarquia ou pressão de grupo de pessoas.
Recomendo que a empresa
contrate um consultor com conhecimento na área para ministrar cursos e
acompanhar o programa da empresa e ajudá-los a elaborar um relatório mensal
sobre desempenho da equipe.
O housekeeping deve
ser implementado com o objetivo específico de melhorar as condições de trabalho
e criar um “ambiente da qualidade”, ou seja, iniciar uma cultura da empresa que
favoreça o aprimoramento contínuo.
Qualquer
programa de melhoria necessita de cinco fatores-chave: (1) Educação e
Treinamento; (2) Envolvimento de todos; (3) Metodologia
adequada; (4) Assessoria de um consultor externo; e, (5)
Apoio incondicional da alta-direção.
Por fim, a resposta que todos
gostariam de ter feito: “o tempo médio de implantação”. Ele varia de 3 a
6 meses de acordo com a maturidade e porte da empresa.
Agora
que você conhece os preceitos do housekeeping comece agora
mesmo a aplicá-lo. Os benefícios são inúmeros, pois a eficiência e a
produtividade aumentam enquanto que o esforço necessário para realizar a mesma
atividade diminui.
Pense nisto!
6 dicas para tornar seus treinamentos eficazes ...
Uma maneira de demonstrar sua competência é compartilhar seus conhecimentos. Ensinar, estimular a participação, fornecer lições e caminhos. Tudo isso pode ser muito melhor quando você está preparado para interagir com sua equipe em sala de aula
Os líderes que se empenham no desenvolvimento de suas equipes, transmitindo ideias, estimulando a participação, compartilhando experiências e informações, são os verdadeiros construtores de conhecimento. Agora, diante dessa postura, descobrir uma forma de reunir as pessoas é tarefa fácil, bastam algumas dicas.
1) Aprendizagem diferenciada
No Brasil, as empresas começaram a acordar somente agora para a importância da modernização das suas técnicas de treinamento. Neste cenário, o uso de novas tecnologias vem se tornando a grande solução para as empresas se manterem competitivas no mercado onde atuam. Mas também é preciso saber usá-las a seu favor. Portanto, esqueça o modelo de aula tradicional. Lousa, apostila, atividades… Tudo agora é dinâmico, rápido, tecnológico.2) Para que serve o treinamento, mesmo?
Descreva claramente o que você quer que os treinandos sejam capazes de fazer após terem concluído o treinamento. Os objetivos de treinamento precisam ser específicos, mensuráveis e realistas. Queremos saber o que vamos fazer, se será realmente útil em nosso cotidiano e quais ganhos teremos como profissionais e pessoais.3) Um bom ambiente faz diferença
Seu treinamento pode durar apenas 60 minutos ou 480. Independentemente da duração vale lembrar que os participantes irão: pensar, se movimentar, sentar, formar grupos, visualizar a tela/lousa… Portanto, não é só uma questão de arrumar as cadeiras. Conforto, climatização e mobilidade devem fazer da arrumação do ambiente, criando assim um espaço propicio ao aprendizado. É muito importante pensar no conforto dos treinandos. Não deixe ninguém se contorcendo para enxerga a lousa/tela, ou que se “aninhem” num canto da sala para se aquecerem devido o fluxo “congelante” do ar condicionado.4) Seja um instrutor atento
Em sala de aula o treinando que pergunta merece, digo, tem o direito de obter respostas. Jamais os ignore. Se não souber responder diga que irá pesquisar… Assim que puder (o mais rápido possível) esclareça suas dúvidas.5) Deixe um pouco de si
Os estímulos motivacionais das empresas servem de combustível para o trabalho ser mais eficiente. É papel do instrutor/facilitador proporcionar aos treinandos uma ampla reflexão sobre como realizar pequenas e grandes mudanças no ambiente de trabalho. Porém, você pode fazer muito mais. Deixe um pouco de si, entregue, compartilhe suas experiências de vida. Conte suas histórias. Isso faz muita diferença, pode acreditar!6) Você fez tudo certo?
Para que um treinamento seja eficaz, ao término os treinandos devem sentir que foram comprometidos, ouvidos e que assimilaram as informações corretas. Em geral, as empresas perdem muito tempo com treinamentos/reuniões improdutivas pela falta de planejamento inicial e o estabelecimento de metas a serem atingidas. Um roteio/pauta objetiva, clareza nas informações e foco sempre ajudam.Por fim, os treinamentos presenciais incluem jogos, atividades de dinâmica de grupo e relacionamento interpessoal. São os instrumentos que garantem o maior desenvolvimento pessoal. Afinal, desenvolver a qualificação e o potencial das pessoas facilita um maior desempenho, aceitação de maiores responsabilidades e comprometimento com os resultados organizacionais. Espero ter ajudado!
Débora MartinsPalestrante, Consultora, Jornalista, Autora e Especialista no gerenciamento das relações entre empresas e clientes. Reconhecida com o troféu “Destaque Empresarial Feminino” 2013 na Câmara Municipal de São Paulo.
10 fevereiro, 2014
Como é difícil reconhecer nossas fraquezas ...
O Financial Times (FT), jornal
londrino dos mais respeitados, perguntou semanalmente durante 18 meses, a 20
executivos por vez, uma série de questões. Uma, dentre tantas, era: “Qual suas
três piores características?”. Lucy Kellaway, articulista do FT, em artigo
reproduzido no Jornal “Valor Econômico” de 30/04/2011, ao comentar as
respostas, ficou surpresa ao ver que os executivos não reconhecem suas próprias
fraquezas.
A surpresa é que as fraquezas que
os executivos reconhecem ter, na verdade nem sempre são fraquezas suas, mas das
outras pessoas. Assim a maioria cita como fraqueza “a demasiada exigência” ou
“perfeccionismo” ou ainda “impaciência com o ritmo alheio” ou “vou muito
rápido” ou ainda “sou brutalmente honesto”. Ou seja, esses “defeitos” na
verdade são quase uma exigência para um executivo de sucesso. Só três citaram defeitos
verdadeiros: “tenho o péssimo hábito de chegar atrasado”; outro “não ouço com
atenção” e só um deles, segundo Lucy, falou exatamente a verdade: meu defeito é
o excesso de ego”.
Lucy Kellaway diz que a dificuldade
em reconhecer as próprias fraquezas, fez com que ela elaborasse uma pequena
lista dos defeitos que têm visto nos executivos nos últimos 15 anos. Ela chama
essa lista de “Os sete pecados mortais dos executivos”: (1) São fanáticos por
controle; (2) São vazios; (3) Agem de forma hesitante e confusa; (4) Não ouvem;
(5) São intimidadores; (6) Têm medo de conflitos; (7) Só conseguem conversar
sobre negócios. A pergunta que ela se faz é “se nos entrevistados da pesquisa,
os executivos devem ter pelo menos uma dessas fraquezas, por que nenhum deles as
admitiu?”. E ela continua dizendo que “o verdadeiro problema é que eles não
sabem quais são suas falhas”. E especula dizendo que “as pessoas nunca falam a
verdade para quem está no poder”, fazendo com que elas vivam na ignorância dos
próprios defeitos e mesmo problemas. Em sua conclusão ela diz: “Essa negação
dos próprios defeitos é alarmante. Se os problemas não são mencionáveis, não
podem ser solucionados. Mas também é uma pena: gostamos mais das pessoas quando
elas admitem suas fraquezas abertamente. As faz parecer mais humanas”.
Pense nisso. Sucesso!
09 fevereiro, 2014
ISO 9001:2015 - Ação preventiva vai acabar?
ISO 9001:2015 – A saída da ação preventiva...
21out 2014 - Andrea Gonçalves Rodrigues

A aprovação das mudanças na norma ISO 9001 está
prevista para setembro de 2015, porém algumas mudanças já ganham espaço nas
discussões, e uma delas vamos tratar aqui: A queda da ação preventiva.
Primeiramente, vamos entender o que é ação preventiva e como ela vinha sendo
realizada pelas organizações:
Ao analisar que foi aberta uma ação preventiva,
você percebe que houve uma inspeção com o objetivo eliminar as possibilidades
de erros ou falhas, seja ele em um processo ou em um produto. Com essa ação,
você consegue intervir para eliminar tais erros/falhas e evitar não
conformidades potenciais.
Imagine que um cliente reclamou que recebeu uma
panela de pressão faltando o cabo. Lamentável, mas é tarde demais! O problema
já aconteceu, sendo assim, a ação que devemos tomar é corretiva, e não
preventiva.
Mas se uma inspeção antes do embarque foi realizada
e foi identificado que algo estava faltando? Neste caso temos que abrir uma
ação preventiva e o cliente passa a receber um produto dentro das conformidades
– isso é o mínimo que ele espera, qualidade em seus produtos ou serviços.
Quanto mais ações preventivas são abertas, menores as possibilidades de
ocorrerem ações corretivas, que muitas vezes geram custo, processo e uma
tratativa diferenciada para amenizar a insatisfação do cliente.
Hoje, a ação preventiva na ISO 9001:2008 é um
registro obrigatório e devemos:
- Criar possibilidades de identificá-las;
- Identificada, realizar tratativas para eliminar novas ocorrências;
- Documentar através de registros (evidências) e arquivar (desde que
certo que o problema foi sanado e não irá ocorrer novamente).
Na nova edição, as ações preventivas irão sumir, mas o agir preventivamente não. Elas
darão lugar a gestão de riscos…
Satisfazer o cliente, prevenindo defeitos e
possíveis problemas é a missão da qualidade e com a gestão de riscos a prevenção
continuará existindo, para que o processo seja questionado quanto a
possibilidade do pior acontecer e abrir leques de opções quanto ao que fazer
para evitar.
Esta mudança não será fácil, especialmente para
empresas automotivas, que possuem ISO/TS 16949, pois a TS possui forte atuação
na prevenção, mas com certeza será para melhorar as organizações
estrategicamente. Claro que ainda teremos que esperar para ver como serão as
novas diretrizes, sendo que os principais objetivos da atualização é o de estimular
o uso dos recursos da tecnologia da informação, se enquadrar nas mudanças dos
ambientes de negócios e refletir práticas empresariais modernas.
Vamos esquentar bastante a cabeça no início e por
isso devemos ficar atentos a essa nova maneira de lidar com essa importante
nova rotina das empresas em geral, que contribui decisivamente no funcionamento
correto e ideal, nos PROCESSOS E EQUIPAMENTOS...
Fonte:
http://www.blogdaqualidade.com.br/iso-90012015-saida-da-acao-preventiva/
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