10 fevereiro, 2014

Como é difícil reconhecer nossas fraquezas ...

O Financial Times (FT), jornal londrino dos mais respeitados, perguntou semanalmente durante 18 meses, a 20 executivos por vez, uma série de questões. Uma, dentre tantas, era: “Qual suas três piores características?”. Lucy Kellaway, articulista do FT, em artigo reproduzido no Jornal “Valor Econômico” de 30/04/2011, ao comentar as respostas, ficou surpresa ao ver que os executivos não reconhecem suas próprias fraquezas.
A surpresa é que as fraquezas que os executivos reconhecem ter, na verdade nem sempre são fraquezas suas, mas das outras pessoas. Assim a maioria cita como fraqueza “a demasiada exigência” ou “perfeccionismo” ou ainda “impaciência com o ritmo alheio” ou “vou muito rápido” ou ainda “sou brutalmente honesto”. Ou seja, esses “defeitos” na verdade são quase uma exigência para um executivo de sucesso. Só três citaram defeitos verdadeiros: “tenho o péssimo hábito de chegar atrasado”; outro “não ouço com atenção” e só um deles, segundo Lucy, falou exatamente a verdade: meu defeito é o excesso de ego”.
Lucy Kellaway diz que a dificuldade em reconhecer as próprias fraquezas, fez com que ela elaborasse uma pequena lista dos defeitos que têm visto nos executivos nos últimos 15 anos. Ela chama essa lista de “Os sete pecados mortais dos executivos”: (1) São fanáticos por controle; (2) São vazios; (3) Agem de forma hesitante e confusa; (4) Não ouvem; (5) São intimidadores; (6) Têm medo de conflitos; (7) Só conseguem conversar sobre negócios. A pergunta que ela se faz é “se nos entrevistados da pesquisa, os executivos devem ter pelo menos uma dessas fraquezas, por que nenhum deles as admitiu?”. E ela continua dizendo que “o verdadeiro problema é que eles não sabem quais são suas falhas”. E especula dizendo que “as pessoas nunca falam a verdade para quem está no poder”, fazendo com que elas vivam na ignorância dos próprios defeitos e mesmo problemas. Em sua conclusão ela diz: “Essa negação dos próprios defeitos é alarmante. Se os problemas não são mencionáveis, não podem ser solucionados. Mas também é uma pena: gostamos mais das pessoas quando elas admitem suas fraquezas abertamente. As faz parecer mais humanas”.
Pense nisso. Sucesso!


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